27 de abril de 2010

Interesses imobiliários prevaleceram

Na manhã da 3a. feira dia 27 de Abril, aconteceu mais um lamentável episódio durante a sessão legislativa da Câmara de Sorocaba, com a votação do PL 17/2010, de autoria de Crespo. Esse projeto de lei foi inspirado na inundação que assolou vários bairros da cidade, que foram construídos em várzeas de rios, sobretudo o Rio Sorocaba. O Jardim Maria do Carmo foi o caso mais grave: a maioria das famílias até teve que deixar as suas casas, durante muitos dias, pois a água alcançou mais de um metro de altura. Perderam móveis e eletrodomésticos; quem não perdeu, quando retornou à residência, verificou que vários pertences foram saqueados por criminosos. A Prefeitura, que prometeu ajudar as dezenas de famílias prejudicadas, até hoje (Maio) nada de concreto fez: disse que iria indenizar (não indenizou), disse que iria suspender as contas de água e o IPTU (não suspendeu) e disse que iria desapropriar as casas mais críticas, pagando o preço justo (não falou mais no assunto). Mas alguma coisa a Prefeitura fez: distribuiu gratuitamente botas e capas plásticas para todos. Com isso, mas apenas com isso, os moradores que se preparem para o próximo Verão. O projeto 17, entre outros que Crespo elaborou no sentido de proteger e favorecer os moradores dessas regiões baixas da cidade, proibia a aprovação de novos loteamentos em várzeas. Como se sabe, alguns empreendedores gananciosos e desonestos compram glebas (baratas) nessas áreas, obtém a aprovação na Prefeitura, loteiam e vendem (por precos ainda baratos, mas com grande lucro) para famílias incautas, que olham somente o preço mas não percebem que esse "barato" vai sair caro, quando vier a primeira inundação - e para sempre. Paulo Mendes, atuando em nome do prefeito Vitor Lippi, comandou a votação contra esse projeto, alegando que era muito bom, mas "inconstitucional". Crespo demonstrou e provou na tribuna que isso não era verdade, mas a "bancada oprimida" (aquela que sempre vota o que o prefeito manda, mesmo que seja para prejudicar o povo que os elegeu) mandou o projeto para o espaço. Votaram junto com Crespo e em favor das famílias que continuam sofrendo o risco das inundações, somente os colegas França, Izídio e Irineu. Mais uma vez, a Câmara se apequenou.

19 de abril de 2010

Crespo retorna à Câmara amanhã.

Nesta 3a. feira dia 20 de Abril, Crespo retorna às sessões da Câmara Legislativa de Sorocaba, após o acidente que sofreu. Na tarde desse mesmo dia, ele tem horário marcado com o Dr. Túlio Pereira Cardoso para retirar os pontos e verificar o andamento da recuperação. Terá que usar tipóia até o final de Maio, sem movimentar muito o braço esquerdo, e depois passar por um período de fisioterapia. Como teve que ficar acamado e praticamente imobilizado nestes últimos dias, Crespo aproveitou para ler e estudar algumas novas idéias de projetos. Além disso, recebeu dezenas de visitas de amigos e outros tantos telefonemas. A CPI dos Transportes será retomada ainda esta semana, na 6a. feira dia 23, a partir das 9 horas, com o depoimento do presidente da Urbes, Renato Gianolla (veiculada pela TV Legislativa e pela TV Web) - e Crespo estará presente. Não percam.

13 de abril de 2010

Crespo sofre acidente mas se recupera bem.

Na tarde da 5a. feira dia 8 de Abril, logo após o encerramento da sessão legislativa na Câmara de Sorocaba, Crespo sofreu um acidente na Avenida São João, em Votorantim, quando ia visitar um amigo. Andava pela calçada, num trecho em declive, quando não percebeu que havia um degrau; pisando em falso, desequilibrou-se. Instintivamente e na tentativa de recuperar o equilíbrio, Crespo deu velocidade ao corpo, o que piorou a situação: acabou se chocando, de cabeça, com um automóvel que estava estacionado na guia, alguns metros adiante. O choque foi tão forte que Crespo "apagou" por alguns instantes, quebrou os óculos, sofreu escoriações nas pernas e estourou o Úmero (osso do antebraço) esquerdo. Socorrido por populares, os bombeiros do Resgate de Votorantim chegaram em minutos, imobilizaram Crespo e o conduziram ao pronto-socorro do Hospital Regional, onde fez as primeiras radiografias. Estabilizado o quadro, Crespo foi levado ao hospital da Unimed, onde foi atendido pelo ortopedista Dr. Túlio Pereira Cardoso, que completou os exames e diagnosticou a necessidade de uma cirurgia urgente, para a colocação de pinos e placas regeneradoras. Houve também fratura da cabeça do úmero, na articulação com o ombro. Crespo entrou no centro cirúrgico na primeira hora da manhã de 6a. feira dia 9 e pelo meio-dia os procedimentos já haviam sido concluídos, mas Crespo permaneceu em recuperação da anestesia geral por mais algum tempo. Segundo o Dr. Túlio, a cirurgia foi bem sucedida, não devendo haver sequelas. Determinou que Crespo fique imobilizado, com medicamentos e repouso absoluto, até o domingo dia 18. A partir da 2a. feira dia 19, Crespo poderá voltar à vida "normal", inclusive para as sessões na Câmara, mantendo alguns cuidados e com o braço na tipóia até o final do mês de Maio. Neste momento Crespo se sente aliviado do "susto" e agradecido a Deus (por não ter sido algo pior) e a todos os conhecidos e desconhecidos que o ajudaram, em demonstrações de carinho e solidariedade. Curiosamente, desde o ano passado Crespo vem mobilizando uma campanha de conscientização pela melhoria das calçadas, os "passeios públicos" de Sorocaba (e Votorantim), que quando existentes (pois ainda há muitos locais sem calçadas, somente mato e buracos) possuem rampas exageradas, degraus, postinhos, árvores e outros obstáculos - que tornam a mobilidade de pedestres uma atividade de risco e um verdadeiro suplício para idosos e cadeirantes. "Espero que este acidente que sofri, sirva de indicação de que todos (prefeituras e particulares) precisamos cuidar melhor dos nossos passeios", reforçou Crespo.

27 de março de 2010

Bancada oprimida engole o afogadilho.

A sessão da Câmara Legislativa de Sorocaba do dia 23 de Março ficará na história como um dia triste, indigno desse Poder e mais indigno ainda do valoroso povo que ela representa. Nessa data, a bancada oprimida rejeitou o Projeto de Resolução (nº 19/2009) de autoria de Crespo, que pretendia garantir (alteração no Regimento Interno) que todos os projetos de lei tivessem, durante as sessões extraordinárias, a mesma tramitação que eles têm nas sessões normais (ordinárias) - em termos de prazos e amadurecimento. Bancada oprimida são os colegas vereadores que reiteradamente cedem às ordens do Paço, para evitarem a aprovação de leis boas para o povo mas "incômodas" para alguns e até para reduzirem as prerrogativas dos mandatos legislativos, tudo em nome da "governabilidade" (sinônimo de vergonha, submissão). Por que fazem isso? Alguns em troca de interesses menores (cargos e vantagens), outros por explícita bajulação. E la nave vá. Entretanto, as pessoas estão ficando tão "cheias" da politicagem nacional, que (finalmente) passam a prestar mais atenção ao que acontece ao seu redor: em Sorocaba a audiência da TV Legislativa (só falta acharem um pretexto para tirá-la do ar!) está aumentando a cada dia. E esse povo, bobo não é: está acordando. Sem o PR 19/2009, as Sessões Extraordinárias continuarão servindo para aprovar matérias de "supetão", no afogadilho, na calada da noite, sem maiores discussões, com "regimes de urgência" fabricados e provocados. Para alguns políticos, a Democracia "dá trabalho" ou "causa problemas"; melhor manipular esse povo, fazendo as coisas bem depressa, para que ele não tenha tempo de pensar ou - pior ainda - se mobilizar. Alguém duvida? Então sintonize a TV Legislativa na próxima 3a. feira à tarde, a partir das 13 horas: o prefeito exigiu e a Câmara vai aprovar "no tapetão", com os votos da bancada oprimida, o desaparecimento do tradicional Feirão do Mangal. Crespo vai pedir mais tempo, vai pedir Audiência Pública, mas: vai ficar falando sozinho. Sozinho, mas ao lado do povo e com a consciência tranquila.

Crespo tem compromisso com a ASAC

Nesta semana, Crespo esteve novamente em visita à ASAC - Associação Sorocabana de Atividades para Deficientes Visuais, situada na Rua Sete de Setembro. Foi recepcionado pelo presidente Alberto Streb, por funcionários e voluntários dessa antiga e atuante ONG que tem promovido e ajudado centenas de pessoas portadoras de deficiências visuais graves. O trabalho da ASAC não é médico ou terapêutico, embora ela encaminhe muitos casos para o BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba e outras instituições de saúde. A ASAC atua na acolhida permanente dos cegos, fazendo o equilíbrio emocional, psicológico, o soerguimento da auto-estima, a reabilitação funcional, o treinamento e a colocação profissional desses nossos irmãos. Aquele abençoado local é também uma 2a. casa, um centro cultural e de integração social para os cegos. Crespo presenciou todas essas atividades durante a visita dele, inclusive um animado torneio de dominó entre os assistidos. Crespo viu também, com muita emoção, aulas de informática para crianças cegas, inclusive impressoras em braille e conheceu a extensa Biblioteca braille da associação. A ASAC, apesar desse maravilhoso trabalho, padede a falta de mais recursos para expandir suas atividades. Todos os que possam ajudar estão sendo convocados (que tal você, amigo internauta, simplesmente aparecer lá para visitar, "sentir na pele" aquele trabalho? - vale a pena). Crespo, há muitos anos, é colaborador pessoal e todos os meses contribui com a ASAC; além disso, tanto como Deputado estadual como atualmente como Vereador, tem conseguido verbas públicas para ela. "Todos os irmãos deficientes devem estar em primeiro lugar, na escala social de prioridades, mas o deficiente visual é, entre todos, o mais delicado" - afirma Crespo. E existe um problema, uma injustiça, que é perpetrada pelo INSS contra os deficientes em geral, e que nenhum deputado federal da nossa cidade está trabalhando para resolver: quando uma entidade como a ASAC consegue um emprego, com carteira assinada (telemarketing, por exemplo) para um cego, para ser efetivado o INSS exige que ele abra mão da (pequena) pensão como deficiente - recusando-se a admitir que o deficiente empregado ainda continua sendo um deficiente.

Crespo apóia a Grande Sacada

Na 6a. feira dia 26 de Março, à tarde, Crespo foi convidado pelo conhecido professor Hélio Ferreira (homônimo do saudoso Engº Hélio Ferreira, também tenista), o "Helinho", para estar na abertura do projeto social "Grande Sacada", que aconteceu no Tênis Clube Sorocaba, na Rua JJ Lacerda. Esse magnífico projeto vai assitir centenas de jovens na convivência social e na promoção humana, a partir da prática do tênis. Diretores de muitas empresas de Sorocaba, que estão patrocinando esse projeto, estavam presentes. O fabuloso tenista do ranking internacional, e brasileiro, Fernando Meligeni (foto), lá estava prestigiando o evento e incentivando o público jovem, sendo que depois até jogou algumas partidas, amistosamente. O deputado Edson Giriboni, de Itapetininga, colega ferroviário e amigo pessoal de Crespo, veio de longe para prestigiar o projeto. Crespo esteve acompanhado de um dos seus coordenadores políticos, o empresário Edson de Lima. Embora a Prefeitura de Sorocaba fosse também colaboradora do evento, infelizmente o prefeito Vitor Lippi não compareceu, não mandou representante nem justificou essas ausências. Outro amigo (e professor de tênis) de Crespo, o popular Neto Saliola, lá esteve também e desafiou Crespo a voltar a jogar tênis, que aceitou o desafio.

24 de março de 2010

Acabar com o Feirão é mau.

Está na ordem-do-dia da sessão legislativa de amanhã dia 25 de Março, o projeto-de-lei 98/2010 de autoria do senhor prefeito Vitor Lippi, solicitando autorização dos vereadores para que a Prefeitura doe todo o "Feirão do Mangal", ao longo da Rua José Miguel, para o SESI - Serviço Social da Indústria. O SESI, realmente, é uma instituição modelar que muitos benefícios tem trazido, desde 1946, para o Brasil e especialmente para as cidades industriais, como Sorocaba. Quando o CAT - Centro de Atividades para o Trabalhador, foi construído, nos anos sessenta, na confluência das Ruas Gustavo Teixeira com a Duque de Caxias, por José Crespo Gonzales e Armando Pannunzio, isso representou uma grande conquista para Sorocaba. O "Feirão dos Produtores" foi criado ao lado desse CAT, ocupando uma área enorme, que depois foi parcialmente doada para que o SESI construísse, numa ampliação, uma Creche. Mas a área que "sobrou" continuou sendo suficiente para as atividades dos Produtores (aos sábados), e aos domingos passou a abrigar o Feirão dos Automóveis, administrado pelos Rotary Clubes da cidade. E durante os dias da semana, as moto-escolas utilizam e espaço para o treinamento dos novos pilotos. Essas são as ocupações permanentes, mas esporadicamente aquele nobre espaço é requisitado e emprestado para outros tipos de eventos, de interesse público. Agora, na "calada da noite", sem aviso prévio e muito menos audiências ou diálogo com a comunidade, nem mesmo com os grupos que utilizam e necessitam daquele espaço, o prefeito enviou o malfadado PL 98 à Câmara, na esperança que uma bancada adesista o aprovasse "batido". Mas isso não está acontecendo, graças aos Rotary Clubes, que reagiram prontamente e estiveram na sessão da Câmara em 23 de Março, ocupando a Tribuna para reclamar esse desrespeito, o que fez eco em quase todos os vereadores. De pronto, ao microfone, Crespo também manifestou a sua indignação e mais do que isso, solicitou ao líder do prefeito, o vereador Paulo Mendes, que retire da pauta esse projeto e somente o recoloque se e quando houver um consenso da prefeitura com todos os grupos de usuários do local; nesse caso, o ponto é "se não for ali, para onde irão essas atividades, em lugar próximo e equivalente?" Crespo estudou melhor esse assunto nos últimos dias e deseja agora, e durante a sessão de amanhã, tecer os seguintes comentários: a) Não há lugar próximo e equivalente para acomodar as atividades que hoje ocorrem no Feirão; b) Já que o SESI pretende investir dinheiro e ampliar suas instalações em Sorocaba, o que é ótimo e louvável, e portanto está pedindo um terreno próximo ao CAT, devemos apoiar e colaborar com isso; c) Existem dois terrenos particulares, mais próximos do CAT, um deles contíguo, que se desapropriados pela Prefeitura, representarão uma área equivalente à do Feirão: um deles na Rua Barão de Cotegipe e o outro na esquina da Rua Duque de Caxias com a Rua José Miguel. São latifúndios urbanos sem aproveitamento social, criando mato, lixo e bichos contra a vizinhança; d) Dentro das atuais instalações do CAT, existem duas áreas ociosas que podem ser aproveitadas no projeto físico e urbanístico para acrescentar solo útil: o estacionamento de veículos (que pode ser subterrâneo) e as antigas quadras descobertas de esportes (que foram destruídas e o solo está nu); e) O Feirão do Mangal foi recapeado e "revitalizado" recentemente, o que significa que esse investimento (do contribuinte municipal) será perdido, pois tudo vai ser arrancado para as construções do SESI; f) Uma construção do SESI no Feirão, considerando a existência da Creche, será uma descontinuidade física bem maior do que solução defendida agora por Crespo, na letra "c" acima. Diante disso, concluímos facilmente que a única vantagem da Prefeitura doar o Feirão e não desapropriar os terrenos alternativos, é que de imediato ela nada gastará - mas essa "vantagem" é ridicula diante do bom orçamento (mais de Bilhão) que Sorocaba tem, e do perpétuo prejuízo social de perdermos aquela rara (e tradicional) área de eventos comunitários. "Essas alternativas estão lá, na cara de qualquer um que passe pelas ruas vizinhas ao SESI; é alarmante o descaso e a negligência das assessorias que levam o prefeito a propor algo tão nefasto para a cidade, e de uma forma tão anti-democrática", afirma Crespo.